Acordei e tudo me parecia estranho. Os retratos nas paredes, as paredes e as cores. Não tinham a mesma intensidade nem a mesma luz nem o mesmo encanto. Não tinham nada. Tudo era duro, assim, sem graça.
Antes, a música era como o ar que circundava e circulava, que entrava e saía dos pulmões, e fazia com que tudo e todos fossem permeados por um mesmo elemento comum, um mesma nota. Agora era só um pretexto, um eco vazio de vontades humanas.
Quisera estar ali pra sempre. Quisera ter estado ali antes (não estivera?).
E como pude me esquecer daquelas histórias, que não eram minhas e que eram de todos?
Se pudermos contá-las, poderemos nos descobrir.
Se pudermos nos descobrir, poderemos contemplar a Criação.
E quando finalmente contemplarmos a criação, poderemos revelar a face do Criador em nós mesmos.